sábado, 19 de junho de 2010

SILÊNCIO QUE ME FALA

E é no “silêncio imposto” que sinto teu abraço
E pelo mesmo silêncio me sinto traída
Porque desejo estar sobre teu peito
Quando a razão me manda esquecer.
Mas sinto –o tão próximo de mim.
E assim...
Sinto o pulsar do teu coração.
Mas não é assim
Por momentos quero sonhar
E de repente me dou conta do que realmente é
Devaneios, apenas devaneios.
E no frescor da noite na minha varanda
Sinto-me só a olhar o céu infinito
Infinito como o meu amor por ti
Todas as delícias da noite te trazem
O vento traz o teu cheiro
A lua, a brisa, as estrelas refletem tua imagem
E chego até ouvir a tua voz
Os acordes do teu violão soam em meus ouvidos.
Silêncio, silêncio
Abraço o silêncio como companheiro
Eis a fórmula para curar esta dor insana
Será assim, será assim
Não sei até quando
Até quando eu resistir.

Marly Costa

sábado, 12 de junho de 2010

EU, VOCÊ, NÓS, NO DESEJO DE APRENDER

Para ressignificar a educação faz-se necessário integrar sentimentos e sentidos.
É preciso despir-se da insensibilidade que por ventura se apropria de mim para que eu preste atenção àquele que precisa dos meus ensinamentos.


É preciso que eu tire a venda que impede os meus olhos de enxergar que mesmo quando não consigo perceber há aqueles com habilidades latentes á espera da sua iniciativa, mas precisa encontrar o jeito de olhar.


É preciso misturar as cores da alegria, da bondade, da generosidade, criatividade e bem-querer para que a sua aula fique um pouco mais prazerosa e atraente.


É preciso fazer a diferença no que realiza e que esta venha acompanhada de sabores para que os aprendentes sintam o gosto da aprendizagem significativa e possam vivenciar este ato sem dor.


É preciso lançar mão de metodologias que desenvolvam a arte de pensar, de criticar de relacionar, de estabelecer diferenças , elaborar hipóteses para que assim transformemos a obrigação de estar na sala de aula no desejo de aprender.

Assim, eu te ensino e tu aprendes
Tu me ensinas e eu aprendo
E nesta cumplicidade, objeto e sujeito
Sentidos e sentimentos
Vamos tecendo aprendizagem.


Marly Soares da Costa

(Adaptação da música Doce desejo de Bruno e Marrone)

terça-feira, 4 de maio de 2010

Sonho!!!!
Sonho com uma educação na qual aquele que ensina também acredita que aprende. Assim estará sensível e incapaz de humilhar aquele que ainda não aprendeu.

Marly Soares da Costa

sábado, 1 de maio de 2010

NO PÔR-DO-SOL...











Pensar em ti
É sentir o vento úmido da paixão
O aracati nos teus cabelos
Desvendando segredos.

Ah! Meu amor
Quantas vezes me flagro
Chamando você
tantas vezes eu me acho
Perdido a sofrer
Essa tua ausência
Que se faz tão presente...

Pensar em ti
É ver o sol se pondo no teu negro olhar
No meu peito estio
Sertão vira mar
Transbordando desejos
Aflorando quereres
Nos nossos corações.

(Jocélio Amaro)

SOBRE O CARTEIRO E O POETA











A notoriedade da amizade cosntruida entre o carteiro e o poeta e a simplicidade do poeta acompanhada da solidariedade com o carteiro ao responder suas inquietações na busca de aprender a fazer poesias me fascinam.
O desejo de aprender e ensinar se entrelaçam gerando uma profunda amizade e concomitante a luta consciente e política.
A irreverência giocosa traduzida na poesia torna a leitura infinitamente motivadora.
A forma de aprender e de ensinar se entrelaçam com a luta da consciência política. Algo formidável.

Marly Soares da Costa

VIDA


Sou vida... Vida que se fez a partir de outras vidas e que só tem sentido de ser vivida, se, em prol das mesmas.
O fato é que se torna difícil definir quem somos. Ora somos uma totalidade, ora somos fragmentos dos nossos próprios sonhos.
Acredito que a razão e a emoção são elementos fortes que definem a nossa trajetória de vida e deste equilíbrio depende a nossa felicidade. No entanto, tenho sentido quanto é difícil esta fusão, e já se faz notório o quanto somos egoístas quando se trata da nossa felicidade e bem-estar.
Sentimentos!!!! Somos efeito dos nossos sentidos e dos nossos sentimentos, sem os quais não teria sentido viver.
Mas... por vezes os sentimentos nos dominam e a efemeridade dos mesmos nos confunde, nos conflita, fazendo-nos sofrer e dividir com o outro a quem amamos parte do sofrimento. Vida é assim, expressa através de uma dualidade, e é assim que temos que trilhar, buscando definir bem as nossas escolhas.
Enfim, o mais importante desta vida é o bem que realizamos e as boas relações que construímos. Que transcende...
Uma vida que está de mãos dadas com todos os sonhos que querem transformar a unidade em uma realidade enraizada na terra onde vivemos.

Marly Soares da Costa